Memória RAM – Jet Set Radio (Dreamcast) by Alexandre
9 de junho de 2008, 3:48
Filed under: Boulevard

Na coluna Memória RAM, vamos relembrar alguns games de nossa infância, da época em que os jogos DE VERDADE vinham em cartuchos…

(Bem, na verdade, nesta coluna estamos com um jogo de nossa adolescência, da época em que um jogo tinha de vir em CD para ser bom…)

O Dreamcast é hoje em dia um videogame de culto – e não sem razão; a Sega, depois do desastre do Saturn, fez uma máquina poderosa e com ótimas funcionalidades. Claro que tudo isso não serviria de nada sem jogos, e a Sega utilizou todo o poder de seus estúdios de desenvolvimento para criar alguns dos melhores e mais inventivos jogos da história. Um grande exemplo é o jogo de que vamos tratar hoje, a pérola cult chamada Jet Set Radio.

A história do jogo (conhecido como Jet Grind Radio nos EUA) gira em torno a uma gangue juvenil de patinadores, os GG’s. Eles vivem na (semi-) fictícia cidade de Tokyo-to, onde disputam território com outras gangues rivais. Os territórios são mantidos ou conquistados com grafites; seu objetivo através das várias missões é invadir e dominar os territórios das gangues rivais, fazendo grafites com a marca de sua gangue em locais definidos da área, ou repelir a invasão de gangues em seu território, apagando os grafites dos rivais com o seu próprio. Obviamente, como você faz parte de uma gangue de delinquentes, além de lidar com seus rivais você precisa também fugir da polícia.

A principal qualidade do game é justamente a que salta aos olhos: seus belíssimos gráficos cel-shaded (uma novidade na época), que garantiam um visual cartunesco único para o jogo. Isso suavizou um jogo que poderia se tornar muito pesado com visuais realistas, e aumentou o carisma do jogo para a audiência que soube apreciá-lo – pena que afastou muito mais gente… O design “hip-hop japonês” também ajudou a aumentar seu status de cult, com o uso de gírias próprias e especialmente do narrador – Professor K, o locutor black-power da rádio pirata Jet Set Radio.

A jogabilidade também foi inovadora. O jogo não se resumia aos grafites (feitos em QTE) e a fugir dos inimigos e policiais. Seu personagem não tem armas para matar os inimigos, mas você pode “humilhá-los” chegando perto deles e “marcando-os” com seu spray, o que os atrasa. Além, é claro, dos “circuitos urbanos” onde você poderia fazer seus grinds e wall jumps para chegar aos pontos de grafite mais afastados – ou simplesmente para parecer cool (se é que era possível que seu personagem poderia parecer mais cool do que já é).

O jogo foi criado pelo Smilebit, um dos vários estúdios criados com a reestruturação da divisão de desenvolvimento da Sega. Foi lançado em 2000, e as vendas infelizmente não corresponderam à qualidade do título. Mesmo assim, mereceu add-ons na versão ocidental (chamada Jet Grind Radio nos EUA e mantendo o nome nos demais territórios), com fases e músicas extras (incluindo o incompreensível acréscimo de artistas de metal em um jogo de estética hip-hop) e a possibilidade de se criar seus próprios grafites e compartilhá-los por internet (com o uso do modem do Dreamcast e da Seganet). Esses add-ons foram posteriormente acrescentados em uma nova versão japonesa do jogo, chamada De La Jet Set Radio – um dos jogos mais raros do Dreamcast.

O título, graças ao seu status, chegou a ter uma continuação para Xbox (Jet Set Radio Future), bem como uma versão para GBA (apesar de que a Smilebit e a Sega não tiveram nada que ver com o desenvolvimento dessa versão). Os dois jogos, claro, não venderam nada – apesar de que JSRF chegou a ser um jogo bundle com o Xbox na Europa – o que provavelmente elimina a possibilidade de uma nova versão no futuro próximo. No entanto, como dois dos personagens principais do jogo

apareceram recentemente em Sega Superstars Tennis, é possível que a Sega esteja pensando em uma nova continuação desse brilhante jogo.

Nota: 9/10

Como jogar: em um Dreamcast. Daí, compre um original ou arrume um pirata (não importa mais para a Sega de qualquer forma) e jogue como deveria ser. Você pode usar também um emulador de Dreamcast, se você tem uma máquina que aguenta o tranco.

Uma alternativa pode ser arrumar uma cópia de Jet Set Radio Future para Xbox. O jogo basicamente é o mesmo (claro, não são as mesmas fases, mas o espírito e os objetivos são similares) e o visual é tão arrasador quanto antes, mas mais bonito.

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