Na coluna Memória RAM, vamos relembrar alguns games de nossa infância, da época em que os jogos DE VERDADE vinham em cartuchos…
Na nossa segunda entrega, vamos analisar um game que, na era em que os jogos em CD eram o último grito, demonstrou novamente que um trabalho de artesão limitado a parcos 32 megabytes, sem música orquestrada e sem diálogos gravados poderia ser imersivo e contar uma história emocionante. Estamos falando da obra-prima de Shigero Miyamoto – The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
Para os poucos que ainda não conhecem esse jogo, vamos resumir um pouco a história: ele conta a história do garoto Link em sua aventura para salvar o reino de Hyrule da ameaça de Ganondorf. Nessa aventura, ele conhece a princesa Zelda, que trabalha junto com ele para salvar o reino. Link recebe da princesa a Ocarina do Tempo, um instrumento mágico que, ao ser utilizado para tocar certas músicas, cria magias diversas. Com esse instrumento, ele obtém acesso à arma definitiva para derrotar Ganondorf, a Master Sword. No entanto, Ganondorf o acompanha ao local de descanso da espada, infiltrando-se ali e roubando a Triforce, um artefato sagrado que garante a realização de qualquer desejo ao seu possuidor.
Por conta disso, o Espírito da Luz mantém Link como “prisioneiro” em animação suspensa por sete anos, até que ele tenha idade para poder empunhar a espada e derrotar Ganondorf. Infelizmente, nesse período, Ganondorf dominou Hyrule. Para auxiliar Link, o Espírito lhe dá a habilidade de ir e voltar no tempo através do Templo do Tempo. Com o auxílio do misterioso Sheik (que, mais tarde, se revela como a princesa Zelda disfarçada), Link consegue despertar os Grandes Espíritos e derrotar Ganondorf.
Há muito pouco que se pode dizer desse jogo que não tenha sido dito antes. Miyamoto, com o auxílio de sua equipe, ao mesmo tempo que criava o jogo de plataformas 3D moderno em Super Mario 64, reinventou estilos próprios do 2D para os novos tempos. Os Zeldas em 2D, com seus mundos enormes rechados de NPC’s carismáticos e de coisas para fazer, foram traduzidos para a nova tecnologia sem nenhuma perda (o que é uma mostra de como aqueles jogos eram realmente bons). O combate 3D nunca mais foi o mesmo depois do Z-targeting. Até mesmo o ato de tocar a Ocarina, com o controle do Nintendo 64 sendo utilizado como se fosse uma ocarina de verdade, passou a ser imersivo.
A história desse jogo, sem dúvida, é a mais épica da série e uma das mais fantásticas já feitas para um videogame. O hardware não ajudava, mas Miyamoto fez dessa limitação uma virtude. Os personagens são tremendamente expressivos, a câmera e seus travellings criam cut-scenes totalmente cinematográficos e manter Link como o “herói mudo” ajudou a criar a sensação de avatar do protagonista. Descobrir os campos de Hyrule após sair da pequena vila onde Link viveu toda sua vida, com o sol se pondo lentamente ao fundo, ou andar por eles montado em Epona, seu fiel corcel, continuam sendo duas das mais perfeitas sensações já criadas em um videogame.
As demonstrações de desenho de Miyamoto e da equipe do EAD tampouco foram igualadas jamais por nenhum desenvolvedor (nem por eles mesmos, ainda que tenham chegado muito perto). Os dungeons e seus cubos de Rubik gigantescos (maldito Templo da Água!), os novos equipamentos e os chefes (como nota pessoal, tenho de acrescentar que a maior sensação “F#$%@!” que tive jogando um videogame foi ao chegar ao final do Shadow Temple, cair na sala do chefe, sentir o chão tremendo ritmadamente… e, quando a câmera gira, ver que isso acontecia porque eu estava em cima de um tambor e que o chefe do dungeon era a criatura tocando esse tambor). Mesmo os detalhes, como colocar os nomes dos chefes ao início da luta (de forma parecida a um tokusatsu japonês: “Subterranean Lava Dragon VOLVAGIA”!!!), dá personalidade a eles, aumentando a sensação de que Link – e você – está lutando por sua vida.
Não podemos deixar de citar também a trilha sonora de Koji Kondo. Mesmo utilizando MIDI’s na era das trilhas orquestradas do Playstation, tem alguns dos temas mais memoráveis da história – sem contar, claro, que o uso da Ocarina do Tempo como um elemento-chave no jogo faz com que as composições de Kondo assumam um papel protagonista e sejam parte da trama. Algo que, provavelmente, nunca havia sido visto em um videogame não-musical antes de OoT.
Resumindo: se você ainda não jogou esse jogo, você não pode se considerar um gamer de verdade. Ocarina of Time foi, é e continua sendo um dos melhores (para não dizer “o melhor”) videogame de todos os tempos. Uma unanimidade de crítica que, sem sombra de dúvida, foi criada para contradizer Nelson Rodrigues.
Nota: 10/10 com louvor.
Como jogar:
Você tem muitas opções. A mais correta, sem dúvida, é conseguir um Nintendo 64. Se você estiver disposto, recomendo esta (nem que seja pela sensação única de jogar com o controle tridente, e para entender o que quer realmente dizer “Z-targeting”). Agora, se não quiser de maneira nenhuma ter essas coisas antiquadas chamadas “cartuchos” em casa, você tem outras opções:
- Compre Ocarina of Time Master Quest para Gamecube. Esse disco foi um bônus de pré-venda do Zelda Wind Waker nos Estados Unidos; por isso, é caro e difícil de encontrar – mas vem com o bônus de ter também Master Quest, uma versão de Ocarina of Time com os dungeons redesenhados para aumentar a dificuldade. Na Europa, esse disco veio com as cópias não-platinum de Zelda Wind Waker, então é um pouquinho mais fácil de encontrar por um preço razoável.
- Compre Zelda Collector’s Edition para Gamecube. Ainda mais difícil de encontrar do que Master Quest, porque nunca foi lançado comercialmente como um jogo stand-alone, apenas como parte de um bundle do Gamecube na época do lançamento do Wind Waker. Mas vem também com Zelda I, Zelda II e Majora’s Mask, sem contar alguns vídeos com a história da série.
- O jogo está disponível no Virtual Console do Wii por 1000 Wii Points. Use apenas se for sua única opção, porque é um port direto da versão do N64 (o que significa que roda em 320 x 240 pixels) e sem vibração no controle, enquanto os ports para Gamecube rodam em 640 x 480 e suportam progressive scan, bem como a vibração.
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lixo
Como alguém pode criticar os gráficos de Final Fantasy 7 se teve que aturar esses gráficos lixos????
Nunca joguei e nem quero hihihhi
eae ..
sou um cara q jogou zelda na infancia e desde lá nunca mais concegui tiralo da cabeça ….
bom em fim eu cmprei um nintendo 64
mas eu queria jogar ”zelda” mas naum acho em lugar nenhum
e os lugares q tem cunstam cerca de 130$ coisa q
esta fora de cojitção… por favor ajude seu colega fanatico por
”zelda”……
me indique onde eu posso achar esse cartuchooo..
obrigadoo..
abraçoo..
Você consegue achar o cartucho no eBay bem barato. Se pesquisar bastante e tiver um pouco de sorte, deve conseguir um cartucho por uns 10 dólares mais frete. Boa sorte procurando.
o jogo é ,sem duvida, o melhor zelda q ja joguei!
cara! sou viciada em zelda!
MAS, meus caros amigos fãs de zelda, ao inves de comprar o game, jogue o game no PC, pra baixar o ocarina pra pc basta ter o Project64 (emulador pro jogo pode rodar no pc)
é só procurar no google! ^_^
sayonara!!
Kra eu adoro zelda viciei quando pequeno e nao consiguo gostar desses jogos de hoje como gostei do ZELDA
eu ainda tenho 64 e meu zelda nao ta gravando
o que eu faço pra conserta-lo??
Tenho a mesma duvida,se você conseguir a resposta
favor me ajude.